sábado, 27 jun 2026

Empresário culpa Bolsa Família por falta de mão de obra

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Em meados do mês de março, um empresário do ramo alimentício fixou um comunicado no balcão de atendimento de um restaurante em um shopping na Zona Sul de São Paulo. “Srs. clientes, por favor, tenham paciência, o pessoal do Bolsa Família e da cervejinha não quer trabalhar, estamos com muita falta de funcionários.”, escreveu o empresário.

O informativo foi registrado por um cliente e compartilhado. Imediatamente viralizou nas redes sociais. Fato que levou os proprietários a divulgarem um pedido público de desculpas oficial.

Acontece que, na mesma semana, outro empresário, do segmento de importação, também gerou burburinho nas redes ao se queixar: “Estou há 6 dias procurando 3 pessoas para descarregar um container que chegará segunda-feira, não acho, ninguém quer fazer o mínimo de esforço, e olha que tem café ainda depois do serviço. 45 reais para cada, 950 caixas, café após o serviço, ninguém quer”.

Os dois casos, porém, ocorrem em um momento em que o Bolsa Família passou por uma expansão significativa após a pandemia, aumentando o número de beneficiários de 13,8 milhões em 2019 para 20,5 milhões em março de 2023. O valor mínimo do benefício também foi ampliado de R$ 400 para R$ 600 sob o governo Lula.

Comparação

Na gestão de Jair Bolsonaro (PL) era de R$ 400. Já no governo Lula (PT), no seu terceiro mandato, o benefício sobe para R$ 600

Além disso, a fim de incentivar empregos para os beneficiários, foi criada em 2023 a regra de proteção, que permite que famílias que elevem sua renda até meio salário mínimo por pessoa (R$ 759) continuem a receber metade do benefício por até dois anos. Essa regra deve passar por mudanças ainda este mês, segundo o governo.

 

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