quinta-feira, 13 ago 2026

Entrevista com a cantora e compositora Tainá Cristina

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O Dia Mundial do Compositor foi comemorado em 15 de janeiro. A data homenageia todos os compositores do mundo, especialmente o seu trabalho e esforço para compor, escrever e criar músicas. Convidamos a cantora,musicista, professora de música e literatura Tainá Cristina, para um bate papo sobre música.

Nascida na cidade de São Francisco do conde, e atualmente residindo em Camaçari, BA. Tainá desenvolve trabalhos artísticos desde a sua adolescência, quando formou uma banda e começou a fazer shows em bares e eventos da região, nos quais sempre se destacou pelo seu timbre potente e ao mesmo tempo suave.
Hoje, aos 26 anos, a artista se apresenta em todo tipo de evento dentre eles bares, eventos particulares e grandes festejos juninos e de verão. Em seus shows Tainá canta estilos musicais variados presentes na música popular brasileira. O samba, axé e o forró assim como outros ritmos populares estão sempre presentes em suas apresentações.

“Além de intérprete, eu também componho. E fazem parte das minhas expirações artistas mais antigos e recentes também: Cazuza, Renato Russo, Cássia Eller, Tim maia, Nando Reis, Ellen Oléria, e muitos e muitos outros. Porque o que me encanta é a música e eu gosto de um pouquinho de tudo mesmo.. Do Rock ao Rap, do MPB ao R&B, se for bom eu tô curtindo! rsrs’’.

Hoje Tainá segue cantando e encantando com o seu talento que, além da música, se estende também a literatura e ao teatro.

Os compositores são verdadeiros artistas, que utilizam o domínio da técnica das notas musicais para criar melodias. Além da técnica, utilizam toda a criatividade e sensibilidade para escrever canções que emocionam e animam multidões de pessoas.

O que inspira você a compor música?

Na hora de compor eu penso sobre o tema que quero escrever, primeiro crio a melodia e depois encaixo a letra nela. As vezes crio a melodia na mente e vou cantando, outras vezes já crio no violão e vou escrevendo a letra, isso quando já não escrevo algo antes. É um pouco difícil de explicar, mas na hora vem. Rsrs e no final dá certo.

Qual é a sua opinião sobre a música como forma de protesto?

Sobre utilizar a música como forma de protesto sou suspeita até pra falar, porque acho que a música é isso. A música é justamente uma forma de escrever nossos sentimentos e repassar para as pessoas, e através da letra e melodia poder dizer o que as vezes a gente não consegue dizer em palavras. O Rap é um grande exemplo desse tipo de música, e eu sou completamente apaixonada pelo RAP também. Rsrs Como já foi citado, sou formada em letras e inclusive o meu TCC foi sobre Rap. “O Rap e o Slam Como Poesias de Protesto da Contemporaneidade”. E justamente por acreditar no poder da música, do Rap, que unidos a literatura também conseguem levar uma mensagem, muitas vezes necessária para as pessoas. Eu acredito muito nisso mesmo.

Como você lida com o bloqueio criativo?

O bloqueio criativo é uma questão complicada pra mim. Passei um bom tempo sem conseguir criar nada. Acho que isso está muito ligado ao nosso psicológico, sabe?! E o artista também é ser humano. As vezes os problemas do dia-a-dia são tantos e nos afeta de maneira tão grande que não conseguimos parar pra criar. Mas não podemos parar de vez, porque se não acabamos nos atrofiando nesses sentimentos ruins. O que acontece com muitos de nós.

Qual é o seu conselho para jovens compositores?

Meu conselho para todo mundo que compõe é continuar escrevendo o que acredita. Infelizmente vivemos uma realidade musical e artística na qual pra um trabalho fazer sucesso ele precisa ser igual ao que tá sendo aceito e visto como atual e bom pela maioria. Tipo, se todo mundo tá curtindo música do Tik Tok, vamo só fazer as que se encaixem nisso, entende? É um assunto muito complexo. Acho que devemos escrever e fazer o que acreditamos, independente do que seja. Não apenas pra querer se encaixar, mas porque acreditamos naquilo, acreditamos que aquilo seja bom.. e é sobre isso rsrs.

Arquivo pessoal

 

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