terça-feira, 15 set 2026

Estudiosos buscam relação entre clarão no céu e peça encontrada em Monte Gordo, Costa de Camaçari

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Os pesquisadores do Museu Geológico da Bahia estão atrás de um analisador de carbono portátil. O motivo? Descobrir se o objeto, que foi encontrado por um morador do distrito de Monte Gordo, em Camaçari, na última terça-feira (20), tem relação com um clarão que apareceu no céu. O fenômeno assustou moradores de diversas cidades baianas.

 

 

“O trabalho agora é no sentido de localizar o analisador aqui na Bahia. Estamos vendo com empresas”, disse a professora Débora Rios. De acordo com ela, o analisador vai servir para verificar se a peça é um lixo espacial. “Já encontramos muito ferro, manganês e silício na peça. Agora, falta descobrir se tem carbono para saber se o objeto vem da indústria espacial”, explicou a professora.

 

Nessa quinta-feira (22), foram feitas novas fotografias no buraco onde o objeto caiu. Segundo a professora, o objetivo é ajudar nas pesquisas. Os pesquisadores também descartaram que o objeto possa ser um meteorito – que é quando o fragmento alcança a superfície da Terra.

 

Dono da casa onde o objeto apareceu, Ednei da Silva Almeida está curioso para saber a origem da peça. “Eu quero construir no terreno, então, preciso saber o significado daquela pedra. Estamos todos querendo saber aqui”, conta. Ele diz que vai querer a pedra depois das pesquisas. “Se caiu aqui, é porque significa alguma coisa, não é?”, completou ele.

 

A peça encontrada em Monte Gordo tem dimensões aproximadas de 20×20 cm e pesa cerca de 3 kg, com um formato que lembra um coração. Já o clarão visto no céu da Bahia foi considerado um “meteoro de alto brilho” pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), que explicou que pode ter havido uma coincidência de dia e horário entre a luz vista no céu e o objeto encontrado na casa de Ednei da Silva.

 

“O meteoro visto em Salvador, toda a costa leste além de Sergipe, entrou na atmosfera terrestre no sentido nordeste para sudeste e explodiu sobre o Oceano Atlântico, a 83 km da Praia de Guarajuba e aproximadamente a 29 km de altitude”, afirmou a entidade após analisar imagens capturadas do clarão.

A professora Débora Rios explicou ainda que não é possível ainda dizer se foi o artefato encontrado por Ednei e levado para análise no Instituto de Geociências da Ufba (Igeo) que provocou o clarão e o estrondo de terça-feira, nem mesmo se a peça realmente caiu do céu. Por isso mesmo, os pesquisadores continuam estudando o fenômeno.

Fonte: Correio

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