terça-feira, 06 out 2026

Faculdades particulares vão proibir celulares em salas de aula da graduação e da pós

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BAHIAGÁS

Duas das maiores escolas de negócios do País anunciaram uma decisão que levantou o debate acerca do uso  de aparelhos eletrônicos em sala de aula. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Insper proibiram o uso de celulares durante as aulas de seus cursos.

A palavra foi dada com base em indícios e hipóteses de que o uso dos aparelhos esteja deixando os estudantes mais dispersos e com dificuldade de aprendizado.

Mas existe a grande pergunta que todos fazem: será que a não utilização dos celulares pode afetar a experiência em sala de aula?

Os impactos da proibição

O impacto causado pelo uso de celulares em sala de aula é de proporções inesperadas.

Segundo um estudo desenvolvido em 2024 por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e de Copenhague na Dinamarca, buscou demonstrar o impacto de medidas como as adotadas pelas faculdades brasileiras na prática.

Com a participação de aproximadamente 17 mil alunos de universidades indianas, os cientistas dividiram os estudantes em dois grupos.

Em um, o acesso ao celular era irrestrito, enquanto no outro os celulares eram coletados obrigatoriamente em todo início de aula.

Ao fim da pesquisa, que monitorou os boletins e comportamento dos jovens, os autores do estudo notaram que a medida apresentou resultados positivos.

Foi constatado que no grupo sem o celular houve uma melhora no desempenho das avaliações, sobretudo em grupos de alunos com baixas notas, ingressantes e estudantes de humanas.

Proibição nas escolas

No início do ano passado, o Governo Federal adotou uma medida semelhante valendo para o ensino básico. Segundo a Lei 15.100/2025, é dever do colégio aderir ao recolhimento dos celulares dos alunos durante as aulas.

O decreto também gerou polêmicas e resistência por parte de alguns jovens e seus responsáveis. Entretanto, a medida se mantém em vigência atualmente.

Com a proibição no ensino superior, a medida apresenta resultados positivos para o aprendizado. Em um levantamento feito pela Frente Parlamentar Mista da Educação, 83% dos estudantes brasileiros passaram a prestar mais atenção aos conteúdos sem o celular.

CORREIO DA BAHIA

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