Ao anunciar o fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP) para este ano e, também, o encerramento da venda de caminhões na América do Sul, a montadora afirma que a medida foi tomada após vários meses de busca por alternativas, que incluíam parcerias e até a venda da operação. No entanto, o volume excessivo de investimentos para atender às necessidades do mercado e os crescentes custos com itens regulatórios, teriam tornado inviável manter um “negócio lucrativo e sustentável”.

De acordo com a marca, ainda não é possível mensurar a quantidade de funcionários que serão afetados pelo encerramento das atividades da fábrica de São Paulo, porém, na unidade onde trabalham cerca de 3 mil pessoas de diversos setores, haverá um “número significativo” de funcionários a serem desligados. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC calcula que a saída da Ford também pode atingir 30 mil vagas de empregos indiretos, chegando às fábricas de autopeças e ao comércio da região.
Em Camaçari, após a recente notícia de 700 demissões no Complexo Ford Nordeste, o clima de incerteza ainda perdura. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Júlio Bonfim, diz que “ainda está em negociação para evitar as demissões”, apontando para o fato de que as conversas, por hora, não indicam o desfecho desejado.
Redação Nossa Metrópole

