Em matéria de política baiana, 2017 caminha para o final dentro dos mais típicos padrões dos tititis que marcam vésperas de anos eleitorais. O quem é quem do jogo, como cada um vai se encaixar, depois do carnaval.
A cena de hoje tem Rui Costa como um governador muito bem avaliado e ACM Neto como um candidato muito competitivo.
Rui anda ancorado em dois aliados de fora do seu campo tradicional (que inclui PSB e PCdoB), Otto Alencar e João Leão. Na banda dele, tem fila de pretendentes a uma vaga na chapa, que só cabe três, além do timoneiro.
Neto tinha apenas um âncora fora do seu campo tradicional, Geddel, que se esborrachou com os seus mais de R$ 50 milhões. Tem vaga na chapa. Ele só conta como nome expressivo para um embate estadual Zé Ronaldo, prefeito de Feira de Santana, que é do partido dele, o DEM, e muito bem avaliado. Fora disso tem o deputado Jutahy Júnior querendo disputar o Senado em nome do PSDB, para o qual os aliados de Neto, torcendo o nariz, acham que não soma.
É por aí que o pessoal de Neto quer aumentar o poder de persuasão da chapa, arrombando um pedaço da base de Rui.
O pessoal de Neto aposta que chega lá. Até porque não tem outro caminho.
Carletto — O deputado federal Ronaldo Carletto, do PP de João Leão, emprésário forte no extremo sul no ramo de transporte rodoviário de passageiros, é a cereja do momento. Ele quer ser senador com Rui, mas é do PP e o preferencial da vaga é João Leão, o vice atual. Se não emplacar, admite conversar com Neto, como diz o deputado Robinho:
— Somos aliados de Carletto e é isso aí.
Bom dia — De Jaques Wagner, sobre o deputado Afonso Florence (PT) ter dito que o ideal é que a chapa de Rui tenha Otto e Leão:
— Quem fala demais acaba dando bom dia a cavalo.
”
Não há dúvida de que a educação brasileira, hoje, é uma tragédia humana de dimensões incalculáveis no futuro das nossas crianças
Mendonça Filho, ministro da educação, ao receber o prêmio de ‘Educador do Ano’ no Rio
”
Eu fiz a prova sem pretensão e agora estou dando entrevistas e tirando várias fotos
Mateus Mundstock Mendes de Carvalho, 12 anos, de Rio Paranaíba (MG), campeão da Olimpíada de Matemática
Aliada forte
Nas suas andanças pelo interior baiano, a senadora Lídice da Mata (PSB) diz ter descoberto uma forte aliada: a TV Senado, que com as parabólicas, chega aos grotões mais recônditos da Bahia.
Lídice é pretendente a uma vaga ao lado de Rui como candidata à reeleição. Ela preside o PSB e evoca também o fato de ter sido a única senadora baiana até hoje.
Barra pesada
Familiares de Marcos Santos Rocha, ex-prefeito de Pau Brasil assassinado a tiros na porta de casa em Camacan, em janeiro último, estão cobrando da polícia o esclarecimento do caso, com a ressalva de que sentem medo.
Eles dizem que Marcos fazia agiotagem e estão convictos de que a coisa veio daí. E falam que ‘a barra é pesada’.
Briga pela água
Diz o deputado Fábio Souto (DEM), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia, que conflitos como o de Correntina, pelas águas do Rio Corrente, vão ser cada vez mais frequentes a partir de agora:
— O conflito pela água já é inevitável, porque a população cresce e a complexidade socio-econômica também. Com o agravante de que já matamos muitos rios e estamos matando os que restam sem que nada se faça para reagir. As futuras gerações vão nos cobrar muito isso. E com razão.
POLÍTICA COM VATAPÁ
D. Detinha
D. Hildete de Britto Lomanto, simplesmente D. Detinha, a esposa do ex-governador Lomanto Júnior, era uma figura afável, prestativa, daquelas que todo mundo gosta. Entrou para o folclore político numa rocambolesca tentativa de um admirador externar o apreço.
Contam que lá um dia ela, primeira dama da Bahia, o marido, Lomanto, governador, estava na festa de Santo Antonio, padroeiro de Jequié, quando o salto do sapato enfiou-se numa fresta de paralelepípedo e quebrou. Baianão, um amigo da família, funcionário da prefeitura, viu a cena, correu a prestar-lhe socorro.
Pegou o sapato, levou-o um amigo das redondezas, em minutos voltou:
— Pronto, D. Detinha, pode testar.
D. Detinha calçou, pisou, viu que estava tudo bem, agradeceu comovida:
— Oh, muito obrigada. Quanto foi?
E Baianão:
— Vá tomar no …, D. Detinha! Eu vou lá cobrar um negócio desse da senhora?
Baianão, hoje com 85 anos, estava anteontem no sepultamento de D. Detinha. Ewerton Almeida, ex-deputado, também. Lá, lembrou a história. Ele não gostou.
Fonte: A Tarde


