domingo, 18 jan 2026

Funcionários da Ford em Camaçari acampam na frente da empresa

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Funcionários da Ford em Camaçari acampam, desde a última sexta-feira, dia 5, em frente ao Complexo, em protesto ao fechamento da empresa.

No local, muitas faixas espalhadas por todos os lados com a palavra ‘fome’, colocadas por trabalhadores e representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari. O objetivo, segundo eles, é conscientizar os demais colegas que porventura possam ser convocados a retornar provisoriamente ao posto de trabalho e, além disso, protestar por uma indenização “justa”.

“Estamos lutando para que a Ford possa pagar uma indenização digna para que a gente possa ter um tempo hábil para poder cuidar da nossa família”, disse o operador logístico Anderson Marques, há 17 anos na Ford.

Na sexta-feira, a Justiça do Trabalho proibiu a Ford de demitir funcionários das fábricas de Camaçari e Taubaté (SP) antes de concluir as negociações das indenizações trabalhistas com os sindicatos. A montadora também está proibida de suspender o pagamento de salários ou as licenças remuneradas.

Na fábrica baiana, que produzia os modelos Ka e EcoSport, a multa em caso de descumprimento da liminar é de R$ 1 milhão, acrescida de R$ 50 mil por trabalhador atingido. No entanto, nesta quarta (11), a Ford apresentou recurso contra as liminares e disse estar engajada “ativamente” no processo de negociação com os sindicatos relacionados à decisão, realizando reuniões regulares no último mês.

Há exatamente um mês, a Ford anunciou o encerramento da produção de automóveis no Brasil. O fim das operações vai ocasionar a perda de mais de cinco mil empregos diretos. Além destes, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese) estima uma perda potencial de mais de 118.864 mil postos de trabalho. A perda de massa salarial é da ordem de R$ 2,5 bilhões ao ano.

Redação Nossa Metrópole

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JN

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