quarta-feira, 17 jun 2026

Gravador em mochila de aluno autista revela maus-tratos em escola

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Uma mãe denunciou uma professora por m4us-tratos contra o filho de 8 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma escola municipal de Santos, no litoral de São Paulo. A mulher colocou um gravador de voz na mochila do menino e registrou a profissional mandando a criança bater a cabeça na parede.

O caso ocorreu na Unidade Municipal de Ensino Prof. Waldery de Almeida, no bairro Santa Maria. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Seduc), a acusada não exerce a função de professora, sendo Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (PAEI), contratada para atender estudantes da Educação Especial. Ela foi desligada da escola.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe relatou à polícia que colocou o gravador de voz na mochila do filho após perceber mudanças no comportamento do menino durante a preparação para ir à escola. Ela contou que o filho estava inquieto e assustado antes de ir para a aula.

Segundo a mulher, o menino de 8 anos é autista não verbal. A gravação revelou que a profissional ironizava e imitava a maneira como o garoto se expressava, e demonstrava impaciência com a criança.

A auxiliar terapêutica também impedia que o menino comesse os alimentos enviados pela mãe e mandava ele dormir diversas vezes. A mãe acredita que ela fazia isso para o menino “não atrapalhar as atividades do restante dos alunos”.

A Secretaria de Educação de Santos informou que tomou conhecimento da denúncia por meio dos responsáveis pela criança. A prefeitura adotou o protocolo de acolhimento imediato da família, a análise e o encaminhamento da denúncia aos setores competentes e o acompanhamento das providências e apurações decorrentes do caso.

 

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