O Hospital da Bahia está no centro de uma polêmica após a denúncia de que pretende substituir a equipe do setor de Diagnóstico por Imagem por um modelo de operação remota dos exames, apelidado por representantes da categoria de “imagem robô”. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Técnicos e Auxiliares em Radiologia do Estado da Bahia (Sindimagem-BA) e pela Comissão Unificada de Profissionais de Imagem.
Segundo as entidades, a unidade programou para agosto a demissão de 33 profissionais, entre técnicos, tecnólogos e biomédicos. De acordo com o sindicato, a proposta prevê a substituição de trabalhadores com anos de experiência por um modelo baseado em terceirização, pejotização e operação remota dos equipamentos de imagem.
Os representantes da categoria afirmam que os exames poderiam ser realizados por meio de operadores à distância, o que motivou críticas e preocupação quanto aos impactos para os profissionais e para a assistência prestada aos pacientes.
Em nota, o Hospital da Bahia negou as acusações. A unidade informou que não procede a informação de que os exames de imagem serão operados por profissionais de outros estados ou por um sistema de “imagem robô”, contestando a versão apresentada pelo sindicato.
O caso gerou repercussão entre profissionais da saúde e entidades de classe, que acompanham as negociações e cobram esclarecimentos sobre as mudanças previstas para o setor de Diagnóstico por Imagem. Enquanto o sindicato mantém a denúncia, o hospital afirma que as informações divulgadas não refletem a realidade do projeto em andamento.
Com informações do Correio da Bahia

