O caso teria ocorrido no dia 30 de dezembro, na casa noturna Sutton, em Barcelona. Em entrevista ao “Programa de Ana Rosa”, do canal Telecinco, o advogado do jogador, Cristóbal Martell, questionou alguns indícios, recolhidos pela polícia catalã e que foram usados na determinação da prisão do jogador. Entre os elementos citados estão imagens de câmeras de segurança que entrariam em conflito com o depoimento da possível vítima.
As imagens mostrariam que Daniel Alves entrou no lavabo, onde teria ocorrido o estupro, dois minutos antes da vítima. Segundo a defesa, a mulher, depois de conversar com amigos e com um garçom, vai ao lavabo e entra, sem qualquer ajuda de Daniel Alves. A denunciante afirma que foi trancada no banheiro e foi agredida e estuprada logo em seguida. O circuito interno de TV mostrou que os dois ficaram cerca de 15 minutos no banheiro. Material coletado encontrou vestígios de sêmen tanto internamente quanto no vestido da denunciante.
As alegações dos advogados do lateral-direito ainda sustentam que seu cliente está diante de um cenário em que há espaço para questionar as provas, dados os “não tão evidentes, contundentes e devastadores” elementos utilizados no pedido de prisão. A defesa argumenta ainda que há dúvidas se o relato da vítima sobre o que aconteceu entre o casal no banheiro também poderia estar “adornado de elementos idênticos de distorção narrativa” e que as gravações desmentem “do modo mais radical o clima de terror e pavor” descrito pela mulher.
Daniel Alves está preso desde o dia 20 de janeiro, sem direito a fiança. O atleta de 39 anos está recluso no Centro Penitenciário Brians 2, em Barcelona, e nega todas as acusações. Na segunda-feira, a defesa entrou com recurso na segunda-feira contra a prisão preventiva do ex-jogador do Barcelona.
Redação Nossa Metrópole

