Com o intuito de promover a inclusão de mais mulheres no mercado de tecnologia, a Laboratória abriu as inscrições para o processo seletivo do curso de programação web para mulheres. A formação tem duração de seis meses e ocorre de forma remota. As interessadas podem se inscrever no site.
A edtech celebra a marca de 3 mil graduadas em toda a América Latina, sendo 400 mulheres no Brasil com mais de 95% de empregabilidade. A ideia da Laboratória, com o apoio de empresas como Google, é também focar no nordeste do Brasil.
A iniciativa também visa contribuir para o avanço na redução da diferença de gênero nas empresas de tecnologia. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), apenas 3 entre 10 pessoas trabalhando no setor são mulheres.
“Estamos muito felizes e orgulhosos por atingir a marca de 3.000 graduadas. Desde o começo, apostamos no talento e no potencial dessas mulheres, querendo vê-las triunfar em uma área bem remunerada e de enormes possibilidades, como a de tecnologia.” pontuou Regina Archer, cofundadora da organização no Brasil. A Laboratória, que foi fundada em 2014 no Peru, já se expandiu para o Brasil, Chile, Colômbia, Equador e México, e possui números expressivos, com 87% de suas graduadas conquistando seu primeiro emprego na área de tecnologia desde 2020.
Das mulheres que passaram pelo programa, 22% são mães e 72% estavam fora do mercado de trabalho antes de ingressar na Laboratória. Além de começar uma carreira em tecnologia, 20% das graduadas que responderam ao Censo da edtech disseram estar liderando uma equipe, o que demonstra que seguem crescendo na área.
“Temos um bootcamp inovador, de altíssima qualidade e com grandes resultados em termos de aprendizado e empregabilidade. Sabemos que mais mulheres trabalhando em tecnologia significa mais mulheres construindo o futuro da América Latina e, por isso, seguiremos avançando para ampliar ainda mais nosso impacto”, comentou.
Nos próximos anos, a Laboratória pretende seguir capacitando milhares de mulheres latino-americanas por meio de um programa totalmente remoto. “É uma honra dizer, neste mês tão simbólico para as mulheres, que até o final de 2025 queremos formar outras 3.450 mulheres, totalizando mais de 6.000 graduadas”, completou.
Fonte: Portal A Tarde

