A liberdade não é uma concessão do poder público, de grupos políticos ou de qualquer estrutura de poder. É um direito fundamental.
Quem caminhou comigo em 2012 conhece a força da minha vontade. Quem me encontra hoje percebe algo diferente: a força da mente, a serenidade do silêncio e o peso de um comportamento que aprendeu a não negociar princípios.
Continuo acreditando em mudanças profundas. Mas não esperem de mim uma postura fabricada para agradar, conveniente para caber ou silenciosa diante daquilo em que acredito. Esperem maturidade. Firmeza. Responsabilidade. E foco.
Meu movimento político não é uma declaração de guerra contra ninguém.
É uma declaração de liberdade.
É a decisão de romper amarras para voltar a dizer, com clareza, aquilo que penso, aquilo que defendo e aquilo que acredito ser necessário para Camaçari.
Ninguém deveria ser punido, isolado ou marginalizado simplesmente por pensar diferente. Muito menos por ter a coragem de perseguir os próprios sonhos e assumir as consequências das próprias escolhas.
Sou um homem negro, formado pela síntese da minha própria terra. Carrego a fé que veio da minha mãe, a ancestralidade que veio do meu pai e um profundo respeito pelas raízes que ajudaram a construir quem eu sou.
Minha história com o esporte começou em 1999. Acompanhei de perto o crescimento do Jiu-Jitsu em Camaçari. Ainda jovem, vesti um kimono de Karatê movido por uma experiência que marcou profundamente minha vida: a necessidade de proteger minha mãe da violência doméstica.
Aquilo que poderia ter se tornado apenas uma ferida, transformei em causa.
Quando fui vereador, o esporte não foi uma pauta eleitoral. Foi uma pauta pessoal. Porque eu conhecia, pela experiência, o poder que ele possui para educar, disciplinar, proteger, formar caráter e oferecer caminhos à juventude.
Também fundei a Casa de Luzia, na Gleba E, pensando em mulheres que precisavam trabalhar com dignidade e necessitavam de um lugar seguro para deixar seus filhos.
Minha trajetória política sempre esteve ligada a problemas reais.
À violência contra as mulheres.
À vulnerabilidade da juventude.
À ausência de oportunidades.
Ao abandono do esporte.
À necessidade de criar caminhos para que as pessoas possam construir a própria vida.
Hoje também sou empresário.
Pago impostos, gero atividade econômica e conheço de outro lugar a dificuldade de quem empreende, produz, emprega e tenta sobreviver à burocracia e à distância do poder público.
E por isso faço uma pergunta simples:
Quem está falando dessas pautas com profundidade hoje?
Quem está discutindo seriamente o esporte como instrumento de desenvolvimento?
Quem está representando o pequeno e médio empreendedor?
Quem está preparando Camaçari para a nova economia, para a inovação, para as novas profissões e para um mundo que já mudou?
É exatamente aí que nasce minha decisão.
Não quero voltar à política simplesmente para ocupar uma cadeira.
Quero voltar porque existem assuntos que precisam voltar a ocupar a Câmara.
Quero ser uma voz para o esporte.
Quero ser uma voz para quem empreende, gera emprego e movimenta esta cidade.
Quero discutir educação conectada ao século XXI, atração de investimentos, liberdade econômica, juventude, desenvolvimento humano e oportunidades.
E quero fazer isso sem destruir relações, sem fabricar inimigos e sem transformar divergência política em ódio pessoal.
Minha candidatura em 2028 não será construída contra alguém.
Será construída a favor de alguma coisa.
A favor de uma cidade que volte a acreditar nos seus talentos.
A favor de quem produz.
A favor de quem treina.
A favor de quem empreende.
A favor de quem sonha.
A favor de quem ainda acredita que a política pode servir para abrir caminhos.
Não pretendo fazer apenas uma campanha.
Pretendo construir um movimento.
Silencioso quando for necessário.
Firme quando for preciso.
Organizado desde o primeiro dia.
Um movimento que tenha como fundamento a honra, a liberdade, o trabalho e a recuperação da capacidade de sonhar.
Porque quando as pautas em que acreditamos deixam de ter voz, existem dois caminhos: reclamar do silêncio ou assumir a responsabilidade de falar.
Eu escolhi o segundo.
Para mim, 2028 já começou.


