quinta-feira, 20 ago 2026

O código que você nunca deve compartilhar: como criminosos estão sequestrando contas do WhatsApp com engenharia social

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PREFEITURA DE LAURO

O avanço das fraudes digitais colocou aplicativos de mensagem no centro das atenções da cibersegurança. Plataformas como o WhatsApp tornaram-se alvo prioritário de redes criminosas internacionais que utilizam engenharia social para invadir contas e ampliar golpes em escala.

O método é simples, rápido e, muitas vezes, eficaz porque explora o elo mais frágil da segurança digital: a confiança.

Redes criminosas sem fronteiras

Grupos organizados operam globalmente e utilizam técnicas de falsificação de identidade para se passar por empresas, serviços conhecidos ou até amigos e familiares das vítimas. O número e a foto de perfil costumam coincidir com os de um contato real, o que dificulta a identificação do golpe.

Uma vez que conseguem assumir o controle de uma conta, os criminosos passam a ter acesso a conversas privadas, documentos, imagens e, em alguns casos, informações financeiras ou profissionais.

Com o perfil sequestrado, eles podem enviar links maliciosos, pedir dinheiro a contatos próximos ou até vender a conta em mercados ilegais.

O golpe do código de verificação

O ponto central da fraude envolve o código de verificação enviado por SMS ou diretamente pelo aplicativo.

O ataque normalmente começa quando o criminoso tenta registrar o número da vítima em outro aparelho. Para concluir o processo, o sistema envia um código numérico ao dono legítimo da conta.

É nesse momento que ocorre a manipulação: o golpista, se passando por alguém conhecido, afirma ter enviado o código “por engano” e pede que a vítima o compartilhe. Ao fornecer essa sequência numérica, o usuário entrega o controle total da conta.

O deslocamento é imediato: o aplicativo passa a funcionar no dispositivo do criminoso, enquanto o dono original perde acesso.

Sinais de alerta

Alguns indícios costumam aparecer:

  • Pedido urgente de dinheiro ou ajuda financeira. 
  • Solicitação para enviar valores a terceiros desconhecidos. 
  • Mensagens que criam sensação de emergência ou pressão. 
  • Pedido para compartilhar códigos recebidos por SMS. 

Nenhuma empresa legítima ou contato confiável precisa do seu código de verificação.

Como proteger sua conta

Algumas medidas reduzem drasticamente o risco:

  • Nunca compartilhe o código de verificação, sob nenhuma circunstância. 
  • Ative a verificação em duas etapas, que adiciona um PIN extra à conta. 
  • Utilize bloqueio biométrico (impressão digital ou reconhecimento facial). 
  • Configure um PIN forte e exclusivo. 
  • Evite exibir prévias de mensagens na tela bloqueada. 
  • Desconfie de pedidos financeiros feitos por mensagem, mesmo de contatos conhecidos. 

A verificação em duas etapas é especialmente importante, pois impede que alguém conclua o registro mesmo que tenha acesso ao código inicial.

O impacto vai além da vítima

Quando uma conta é sequestrada, o prejuízo não se limita ao usuário. Os criminosos exploram a rede de contatos para ampliar o golpe, solicitando dinheiro ou informações confidenciais a amigos, familiares e colegas de trabalho.

Isso pode gerar perdas financeiras, danos reputacionais e exposição de dados sensíveis.

Além disso, contas roubadas são frequentemente revendidas para uso em campanhas de spam ou outras modalidades de fraude.

Prevenção é a melhor defesa

A combinação de tecnologia acessível e manipulação psicológica tornou os golpes mais sofisticados. No entanto, a maioria depende de um único erro: compartilhar o código de verificação.

Em um cenário de ameaças digitais crescentes, educação e atenção continuam sendo as ferramentas mais eficazes. Um simples cuidado pode impedir que criminosos transformem sua conta — e sua rede de contatos — em mais um elo de uma cadeia de fraudes.

Fonte: Infobae

 

 

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