A Receita Federal estima que 1,180 milhão de contribuintes baianos entreguem este ano a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física. São cerca de 28 mil contribuintes a mais obrigados a prestar as informações ao Fisco no estado em comparação ao ano passado. O prazo para envio começa nesta terça-feira, 1º, em todo o país, estendendo-se até 29 de abril.
Devem declarar todos os cidadãos que acumularam no ano passado rendimentos superiores a R$ 28.123,91. É preciso preencher e enviar os dados por meio do site do órgão: www.receita.fazenda.gov.br.
Segundo o auditor Adilson Matos, da 5ª Região Fiscal, que abrange a Bahia e Sergipe, os contribuintes baianos vêm avançando a cada ano na familiaridade com o sistema de declaração, dado que é comprovado pela redução significativa do número de declarações retidas na malha fina, por conta de inconsistências: em 2015, foram 27.364 contribuintes nessa situação, contra 45.723 do ano anterior.
“O programa é todo autoexplicativo, e, às vezes, o contribuinte peca em pequenos detalhes de preenchimento, como a troca de um número do CNPJ de uma empresa que lhe prestou serviço”, disse.
Mudanças
Este ano, o contribuinte deve ficar ainda mais atento, sobretudo para três mudanças no sistema da declaração: a obrigatoriedade de informar o CPF dos dependentes e alimentandos com 14 anos ou mais (antes a idade era a partir dos 16 anos); a obrigatoriedade para os profissionais das áreas de saúde, de odontologia e de advocacia de informar o CPF dos clientes para os quais prestaram serviços especificamente (antes o valor era informado de forma global) e o botão “entrega da declaração”, que executará agora três funções (verificar as pendências, fazer a gravação e transmitir a declaração) ao mesmo tempo.
O presidente do Conselho Regional de Contabilidade, Antônio Nogueira, frisa que as mudanças atingem em cheio, por exemplo, os contribuintes que tentavam burlar o Leão do IR lançando informações de despesas de saúde. “Agora, a Receita receberá das empresas das clínicas e hospitais os valores recebidos por cada cliente/paciente, permitindo o cruzamento de dados”.
Ele concorda que o programa vem adotando, ao longo dos anos, novas tecnologias que vêm simplificando a declaração, enquanto, por outro lado, amplia o cruzamento de dados pelo Fisco, levando muitas vezes o contribuinte à malha, mesmo quando ele não age de má-fé.
Fonte: A Tarde




