Centenas de trabalhadores realizaram um protesto na manhã desta quinta (06), em frente ao Centro de Integração e Apoio ao Trabalhador (Ciat), reivindicando emprego. Durante o ato, os manifestantes fecharam a rua principal com currículo e carteira de trabalho em mãos. O protesto provocou um longo engarrafamento nas principais ruas do centro.
De acordo com um dos líderes do movimento, o montador de andaime, Josué dos Anjos, 43 anos, desempregado há mais de três, as vagas disponíveis para a parada de manutenção do Polo prevista para novembro não estão sendo disponibilizadas para mão de obra local. “Desde que soubemos das vagas estamos dormindo na fila do Ciat e não conseguimos. A semana passada estive em duas clínicas e filmei várias pessoas que não são de Camaçari realizando exames adimensionais para a parada da Braskem, pessoas de São Paulo, Candeias, só não tinha de Camaçari”, reforçou.
Por conta da manifestação, os portões do Ciat ficaram fechados, pois segundo o segurança ouve ameaça dos trabalhadores em destruir o patrimônio público. A polícia acompanhou o movimento e não registrou ocorrência.
Está prevista para amanhã (07), outra manifestação, a partir das 5h da manhã no Polo. Josué garante que são mais de 3 mil pessoas desempregadas que aderiram ao movimento.
Nesta terça (4), o assunto foi discutido em reunião entre o prefeito Ademar Delgado e o Superintendente Geral do COFIC (Comitê de Fomento Industrial de Camaçari), Mauro Pereira e representantes de empresas. De acordo com o Ciat, já foram encaminhadas cerca de 500 pessoas da área de manutenção industrial. Além Ciat , as vagas também são preenchidas pelo Sine Bahia (Sistema Nacional de Emprego) de Dias D’Ávila.
Redação Nossa Metrópole




