A biometria não será mais obrigatória para a votação nas eleições municipais de 2020. A decisão foi tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após recomendações de infectologistas que prestam consultoria sanitária para o pleito.
O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, ouviu as orientações dos médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Marília Santini, da Fundação Fiocruz, e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein, que integram o grupo que presta a consultoria.
Segundo os especialistas, a identificação pela digital pode aumentar as possibilidades de infecção, já que o leitor não pode ser higienizado com frequência; e aumenta as aglomerações, uma vez que a votação com biometria é mais demorada do que a votação com assinatura no caderno de votações. “Muitos eleitores têm dificuldade com a leitura das digitais, o que aumenta o risco de formar filas”, afirma o TSE em nota.
As eleições serão realizadas em novembro, com o primeiro turno no dia 15 e o segundo, se necessário, no dia 29.
Os médicos acreditam que a situação da pandemia estará em condição inferior à registrada atualmente, mas mesmo assim defendem a necessidade de “proporcionar o mais alto grau de segurança possível para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral”.
Este ano, 119,7 milhões de eleitores estariam aptos a votar por biometria. Nas eleições de 2018, esse número era de 87,3 milhões.
Cartilha
Uma cartilha de recomendação também será produzida para o dia da eleição, contendo informações de prevenção para eleitores, mesários, fiscais de partido, higienização do espaço físico das seções, policiais militares e agentes de segurança, movimentação interna de servidores e colaboradores no TSE e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), população indígena/locais de difícil acesso e população carcerária.

