O que seria a única apresentação de Wesley Safadão na Bahia durante o período junino de 2026 pode acabar não acontecendo. Contratado pela Prefeitura de Irecê por um cachê de R$ 1,5 milhão, o show passou a fazer parte da investigação dos órgãos de controle após o município ser acusado de descumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estabelece parâmetros para contratações artísticas em festas públicas no estado.
A contratação integra a programação do chamado “São João do Século”, mas o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou a suspensão dos pagamentos dos artistas contratados para o evento após representação apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O caso ganhou repercussão porque Wesley Safadão está entre os artistas mais disputados do país durante o período junino e terá apenas uma apresentação prevista na Bahia.
Enquanto diversos municípios baianos mantiveram programações com atrações de destaque nacional dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos de controle, a contratação do cantor em Irecê ultrapassa em mais do que o dobro o valor de referência de R$ 700 mil adotado no acordo firmado entre Ministério Público, TCM, TCE e União dos Municípios da Bahia (UPB).
Segundo o MP-BA, a Prefeitura de Irecê realizou contratações que não atendem aos critérios definidos na Nota Técnica Conjunta elaborada pelos órgãos de fiscalização. O documento estabelece que os cachês devem seguir como referência os valores praticados no mesmo período do ano anterior, corrigidos pelo índice oficial da inflação.
Além de Wesley Safadão, outros artistas anunciados para o evento também foram contratados por valores acima do limite de referência previsto no acordo. Entre eles estão:
- Zé Neto e Cristiano – R$ 905 mil
- Ana Castela – R$ 900 mil
- Nattan – R$ 900 mil
- Maiara e Maraisa – R$ 784 mil
- Menos é Mais – R$ 750 mil


