Imagens de câmeras de segurança revelam que Demóstenes Dias de Macedo, 64 anos, consumiu bebida alcoólica em dois estabelecimentos diferentes antes de atropelar e matar duas crianças que brincavam na calçada, em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo. As informações são do g1.
Em um dos locais, por volta das 11h30, o motorista permanece cerca de 10 minutos conversando com um atendente enquanto ingere cerveja. No momento de pagar, ele quita o consumo de pelo menos três latas. Já em outro ponto comercial, ele volta a beber e interage com funcionários, permanecendo no estabelecimento por cerca de 20 minutos.
O registro indica que ele deixou o local às 14h20, pouco antes de entrar no carro e seguir dirigindo. A versão apresentada por Demóstenes à polícia, no entanto, difere das imagens. Em depoimento, ele afirmou que havia ingerido apenas uma lata de cerveja pela manhã e declarou que se “confundiu com os pedais do carro”. O atropelamento aconteceu horas depois, por volta das 17h25.
Outros registros mostram o momento do acidente. Em uma das gravações, o motorista sai de casa acelerando bruscamente, com o pneu cantando. Instantes depois, é possível ouvir o impacto da batida, seguido por gritos de pessoas que presenciaram a cena.
Após o atropelamento, ele foi contido por moradores da região e preso em flagrante. Testemunhas relataram à Polícia Civil que o homem ainda tentou deixar o local depois do ocorrido. No sábado (4), ele passou por audiência de custódia. A Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, mantendo o suspeito detido enquanto o caso é investigado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o motorista vai responder por homicídio doloso quando há intenção ou se assume o risco de matar além de lesão corporal dolosa. Durante o depoimento, Demóstenes também afirmou que havia ingerido álcool por estar “abalado com uma separação recente”.
Apesar da justificativa, investigadores entendem que ele assumiu o risco ao conduzir o veículo após consumir bebida alcoólica, o que reforça o enquadramento mais grave do crime.
Fonte: Correio da Bahia

