sexta-feira, 24 abr 2026

8 de maio – Dia do Artista Plástico

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A arte é, sem dúvidas, a válvula de escape para qualquer pessoa, seja para quem a produz como também para quem a consome. Portanto, nada mais justo do que escolher um dia no ano para homenagear os artistas que dão a vida para que suas obras sejam reconhecidas.

Pensando nisso, foi oficializado que todo 8 de maio serviria para celebrar o Dia do Artista Plástico. Assim, desde 1950 esta data é usada para comemorar e ressaltar o bonito trabalho que esses profissionais desempenham no desenvolvimento artístico do Brasil.

Foto: Anderson Gloover

Para homenagear o dia do Artista Plástico, fizemos uma entrevista com Adeilson Pereira, ou melhor, Deo Senna, como é conhecido aqui em Camaçari. Além de Artista Plástico, Deo tem formação em Farmácia, Designer de Artesanato, Decorador de Eventos e Psicanalista.

Foto: Anderson Gloover

Confira o bate-papo:

NM- Houve influência de algum artista plástico que te impulsionou para ser um artista?

DS- Sempre fui influenciado pela cultura do nordeste, representado por muitos artistas anônimos, que fizeram do simples e rústico, referência do artesanato da Bahia. Iniciei meu ofício como profissional Artesão há 25 anos, onde tive a satisfação de conhecer nomes importantes da nossa arte, como Selma Solange, Kalundewa, Jacson Art, Maria Heliza, Ednaldo Araújo, Manoel Messias e muitos outros que me inspiraram na criação de peças únicas e coleções representantes dos artesanatos de Camaçari.

NM- Qual sua inspiração no momento da criação?

DS- Sem sombra de dúvidas, me inspiro na história original de Camaçari, suas manifestações culturais e elementos fortes como a Árvore Camassary, símbolo maior da nossa cidade e nossa cultura. Os Índios Tupinambás, povo guerreiro e original, que nomeou nossa cidade e parte das praias da nossa orla. Inspiro-me também no nosso povo, gente trabalhadora e que se dedica para que nosso município tenha representatividade em todas as partes do mundo.

NM- Qual efeito que a arte causa nas pessoas?

DS- A arte estimula as pessoas de muitas formas, fazendo-as sentir sentimentos e sensações várias. A arte é libertadora, de forma fascinante, entra nos lares, nas escolas, nas casas, servindo de referência, trazendo esperança para os cegos das verdades e leigos de conhecimentos. A arte faz caírem as máscaras e norteia as novas gerações num caminho tênue entre a ancestralidade e a ilusão da atualidade.

NM- Qual sua arte favorita?

DS- Amo de verdade a arte do nordeste. As peças de argila, os trançados de palha, as esculturas de madeira, a Xilogravura e o Cordel. As Marias, minhas esculturas de cabaça deram sentido a quem sou e hoje, me utilizo da Semente Camaçari, para perpetuar estas formas artísticas, a fim de fazer do artesanato da nossa cidade, fonte de renda para diversas famílias que veem no turismo um caminho para a perpetuação cultural, escoamento de produção artística e fortalecedor das tradições do ofício do artesanato.

NM- Vale a pena ser Artista Plástico na Bahia/Camaçari? Como você avalia?

DS- A resposta a esta pergunta é complexa e requer que debrucemos na questão de  quem importa que a arte tenha visibilidade e valorização? Nós artistas, não nos cansamos de produzir, criar, divulgar, expandir conhecimentos para todos. Estamos há tempos num cenário político agressivo onde educação e cultura deixaram de ser prioridade como estratégia de alienação e retrocesso intelectual. Vemos alguns poucos artistas tendo visibilidade e reconhecimento, mas, creio que são ínfimos em números, comparados aos que ainda se encontram no anonimato. Vemos as muitas formas de artes se modificando e sendo substituídas por outras de gosto e impactos positivos duvidosos.

 

Redação Nossa Metrópole

Fonte: Site Progresso / Dia do Artista Plástico

 

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