terça-feira, 11 ago 2026

Thiago Thomé lança “Raro92” em 5 de junho pela Universal Music: um tributo poético à Bahia e à paternidade

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É mais do que um disco. É um relicário sonoro de afetos. Um retrato íntimo da chegada de um filho. É espelho de uma paternidade apaixonada pela Bahia. É com este apresentar que se anuncia a chegada de Raro92, mais novo álbum do ator, músico, compositor e escritor carioca Thiago Thomé, a ser lançado no próximo dia 05 de junho, numa parceria com a Universal Music, em todas as plataformas musicais (https://umusicbrazil.lnk.to/Raro_92).

O disco é encruza banhada por duas vivências transformadoras: a experiência inédita da gestação de um filho, Raro – fruto do amor com a escritora e influenciadora baiana Bárbara Carine, e o amor duradouro do multiartista pela potência simbólica, cultural e espiritual da Bahia. É um convite para que o filho — e o público — descubram, cada um a seu modo, o próprio território afetivo. que é Bahia.

Raro92 foi concebido, a princípio, como um presente pessoal para Raro, que nasceu no último dia 23 de maio em solo soteropolitano. Mas o projeto, que começou despretensiosamente com versos soltos escritos nos primeiros momentos da gravidez, logo se transformou em um álbum completo, com produção acústica, minimalista e centrada na voz e no violão.

“Quando entendemos que estávamos grávidos, fui arrebatado por uma felicidade imensa que permanece até hoje. Logo no início, surgiram os primeiros versos, depois vieram as composições … Quando vi, já eram quatro canções”, conta Thomé, que já compôs para artistas como Xande de Pilares, Zeca Pagodinho, Ivete Sangalo, Belo, Thiaguinho, entre outros. O plano inicial era lançar de forma independente, mas em uma reunião para apresentar outro projeto à gravadora compartilhou uma faixa de Raro92 e saiu de lá com ambos aprovados.

“Muita gente me pergunta porque escolhi a Bahia pro meu filho nascer, é que o Rio é pai e a Bahia é mãe e não por coincidência, essa configuração está posta em nossa família”, conta Thomé, ao realçar que Raro92 é mais do que um registro musical, é uma carta de amor e uma tentativa de apresentar ao pequeno Raro a Bahia vivida por Thomé. “Uma Bahia que ele vai ver pelos meus olhos, pelos olhos da mãe, mas depois ele vai descobrir a própria baía dele”, reflete.

Thiago Thomé está sempre convocando: “vamos celebrar nossa ancestralidade?!”. Em seus repertórios destaca temas como “Matrizes Africanas”, “Antirracismo”, “Amor Preto”, “Afrocentrismo” e afins. Neste caminho, em 2024, lançou “Encantado” com a faixa “Ogumtech” com feat. Jorge Aragão e Xande de Pilares. Já em 2023, Thomé lançou seu álbum autoral “Para Pretos, Pardos e Simpatizantes”, em que tem um feat com o MV Bill em “Brilha comigo” e outro com Denny Denan, da Timbalada, em “Alegria de Erê”.

Um tanto diferente de outros trabalhos, em Raro92 o Thiago Thomé traz a percussão de forma sutil, dando ao coração de quem ouve o pulso da emoção que arrebata. O álbum é composto por cinco faixas que formam um percurso sonoro e afetivo. A cada faixa, o ouvinte é convidado a acessar essa Bahia múltipla: não apenas geográfica, mas emocional e espiritual, repleta de sabores, dilemas, contradições e encantos profundos.

“Régua, Compasso e Tambor” apresenta a Bahia ancestral e espiritual que molda a identidade do artista; “Acabou de Nascer” celebra a chegada do filho como explosão de vida e emoção; “Porque Aqui é Salvador” mergulha na leveza e nos improvisos cotidianos nas ruas e ventos da capital baiana; “Novos Baianos” transforma saudade em música e celebra herança cultural; e “Quase Vermelho” que fecha o EP com uma ode sensorial ao amor e aos sabores de Salvador.

Bahia é Mãe e Rio de Janeiro é Pai
A relação de Thomé com a Bahia é antiga e visceral. “Antes de eu pisar aqui em 2013, já tinha ocupado o meu coração. Tenho uma imagem muito nítida na minha mente, nessa caixinha das lembranças, que é a gente no quintal e um LP duplo do Ilê Aiyê tocando e meu pai dançando”, recorda o artista, rememorando cenas da infância em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A paternidade, por sua vez, ganha contornos inéditos nesta fase da vida de Thomé. Embora já seja pai de uma filha — que conheceu aos dois anos —, é a primeira vez que acompanha de perto uma gestação, vivenciando o início de tudo: os movimentos na barriga, os preparativos, os sonhos que crescem junto com o bebê. “Era um sonho antigo. A expectativa pelos primeiros momentos — trocar fraldas, dar banho, ouvir as primeiras palavras — desperta uma alegria imensa. Essa felicidade que chegou com a notícia da gravidez (emocionado) … não passou e acredito não passará”, afirma o cantor.

Em Raro92, Thiago Thomé entrega um projeto que ultrapassa o formato de álbum. É um legado afetivo, uma celebração da identidade negra, um tributo à cultura afro-baiana e um manifesto de amor à experiência de ser pai. Com a promessa de que esse é apenas o primeiro volume — já há intenção de um segundo —, o artista nos convida a acompanhar, em tempo real, as descobertas que virão com a chegada de Raro. Em julho, ocorre o primeiro show do álbum.

Música por Música
O EP Raro92 abre com “Régua, Compasso e Tambor”, faixa que funciona como uma carta de apresentação à Bahia — não àquela dos postais turísticos, mas à Bahia vivida, ancestral e espiritual. Com versos que celebram o nascimento de Raro como um herdeiro legítimo dessa cultura (“Vai nascer baiano / Como Gil, Dona Lia e Caetano”), a canção mistura fé, ritmo e identidade afro-brasileira. A força do candomblé se entrelaça com o sagrado católico, compondo um retrato sonoro de um território plural.

Já em “Acabou de Nascer”, Thomé expressa a emoção do nascimento do filho com a potência de um canto de celebração. “Que nem no Rei Leão”, referencia aos risos o cantor. A faixa tem um clima festivo e afetivo que evoca a felicidade ancestral da bisavó vó Elza. A canção funciona como o “parabéns” oficial do menino, um hino a ser cantado em todos os aniversários, pois cada celebração é também um renascimento e um convite para agradecer a dádiva da vida.

“Porque Aqui é Salvador” surge como uma fotografia musical do cotidiano imprevisível e encantador da capital baiana. É um samba de roda vibrante que traduz a leveza, o improviso e a beleza caótica da cidade com seus ritos, gírias e jeitinhos únicos. A canção celebra a capital baiana como espaço de liberdade e surpresa, com o corpo no samba, o pé na areia e o coração entregue ao agora.

Na sequência, “Novos Baianos” transforma a saudade em canção. Escrita durante a distância física entre Thomé e sua companheira Bárbara Carine, a música é uma colagem afetiva de versos que homenageiam clássicos da música baiana, costurando referências como “Acabou Chorare” e o espírito irreverente dos Novos Baianos. A saudade se transforma em promessa: “pra semear felicidade, vamos fazer novos baianos”, anuncia o verso que celebra a chegada do filho como renovação da esperança, da cultura e do amor.

Encerrando o disco, “Quase Vermelho” é uma declaração à mãe de Raro, exaltando o amor e os sabores de Salvador em uma metáfora sensorial e apaixonada. Inspirado por uma conversa com o amigo e músico soteropolitano Luciano (Harmonia do Samba), Thomé compõe um verdadeiro “cardápio afetivo” da cidade: sorvete da Ribeira, acarajé de Cira, feijão da São Martim. Mas é Bárbara quem ocupa o topo do pódio afetivo: um amor com gosto único, impossível de comparar. A música fecha o EP com doçura e desejo, celebrando o amor que deu origem a tudo.

Artista Afro
Além da música, que já levou Thomé a países como África do Sul, Equador e Inglaterra, o multiartista tem uma carreira sólida na dramaturgia. Entre as produções que fez parte, emendou novelas na Globo, “Novo mundo” (2017), “Outro lado do paraíso” (2018) e “A dona do pedaço” (2019). Em 2021 e 2022, dedicou-se à gravação das séries, “Arcanjo Renegado” (II Temporada) e “A Divisão” (GloboPlay), e do longa “Os Enforcados” da Globo filmes. Em 2024, com imensa repercussão, a novela “Família é Tudo”. Neste primeiro semestre 2025, são 3 projetos no ar: “Encantados” (III Temporada), “A Divisão” (IV Temporada) e “Enforcados”.

 

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