A influenciadora baiana Dai Cruz, que morreu em 2024 aos 31 anos por complicações da Epidermólise Bolhosa, se tornou personagem de uma edição especial da Turma da Mônica. A homenagem foi feita em parceria com a Ong Jardim das Borboletas e o Instituto Maurício de Sousa, com o objetivo de conscientizar crianças e suas famílias sobre a doença genética rara.
Natural de Jequié, no sudoeste da Bahia, Dai somava mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, onde compartilhava a rotina de cuidados com a doença. A Epidermólise Bolhosa (EB) é caracterizada pela fragilidade da pele, que provoca bolhas e feridas mesmo com pequenos atritos. Sem cura e não contagiosa, a condição exige acompanhamento constante e cuidados específicos.
A ideia de homenagear Dai surgiu da ONG Jardim das Borboletas, que presta assistência a pessoas com a doença em diversas regiões do país. A presidente da organização, Aline Teixeira, destacou o impacto positivo da visibilidade alcançada por meio dos quadrinhos:
“Temos certeza de que essa revista em quadrinhos vai contribuir para a promoção do respeito, da empatia e do combate ao preconceito, à discriminação e ao bullying com quem tem Epidermólise Bolhosa”, escreveu nas redes sociais.
Na HQ, a personagem Dai se muda para o bairro do Limoeiro e conhece os clássicos personagens Cebolinha, Cascão, Mônica e Magali. De início, os curativos que a menina usa nos braços despertam curiosidade. Ao ser questionada, ela conta que tem Epidermólise Bolhosa e pede a ajuda dos pais para explicar mais sobre sua condição.
Um dos trechos do quadrinho esclarece a origem do apelido simbólico para quem vive com EB: “As pessoas com E.B são chamadas carinhosamente de borboletas, porque a pele é tão frágil quanto as asas de uma borboleta.”

