Definitivamente, as coisas não andam bem para o deputado federal e ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano. Além de vários processos por crime de improbabilidade, agora, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do petista por crimes previstos na lei que institui normas para licitações. A soma das penas pedidas pelo órgão vai de nove a 16 anos.
De acordo com denúncia, em 2006, Caetano direcionou a contratação da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável (Fundese), órgão que fora comandado por Ivan Durão, seu amigo particular. O MPF também pediu a condenação de Ivan Jorge Durão e Silvana Maria Gonçalves.
A Fundação foi escolhida para executar o projeto de engenharia da Variante Ferroviária de Camaçari – Ligação Pólo Petroquímico-Porto de Aratu. A obra contou com recursos de R$ 2 milhões, provenientes de convênio entre a Prefeitura de Camaçari com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e com contrapartida municipal de R$ 105,2 mil. De acordo com o MPF, além da fraude na licitação, houve ainda superfaturamento do contrato, no valor de R$ 161 mil.
Por Caetano ter foro privilegiado, por exercer o cargo de deputado Federal, o juiz federal Antônio Oswaldo Scarpa, da 17ª Vara Especializada Criminal, encaminhou os autos ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Nossa reportagem não conseguiu contato com deputado Luiz Caetano.
Redação Nossa Metrópole


