quarta-feira, 10 jun 2026

Mudança no mercado: pesquisa prevê que curso técnico aumenta a renda em quase 20%

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Na cabeça do brasileiro, passar no vestibular, frequentar uma universidade e receber um diploma de graduação são os primeiros passos para construir uma carreira de sucesso, com status e boa renda.

 

A realidade, porém, apresenta um quadro bem diferente. Há um volume considerável de desempregados com nível superior, ainda mais em tempos de crise econômica. Também não faltam pessoas que fizeram faculdade, mas se sujeitam a subempregos que nada têm a ver com a sua formação original.

Enquanto sobram bacharéis no mercado, os recrutadores suam a camisa para “caçar” profissionais de nível técnico — desde que eles tenham certas competências, é claro.

Outra boa nova para os profissionais com formação técnica refere-se à situação financeira. Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) revelou que profissionais que fizeram cursos técnicos têm, em média, um acréscimo na renda de 18% na comparação com pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.

Na Região Nordeste, a diferença na renda é ainda maior, chegando a quase 22% para os trabalhadores com formação técnica.

O estudo, elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgado em março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), comparou os rendimentos de trabalhadores que fizeram cursos de educação profissional com aqueles sem esse tipo de formação. Também foram abordados aspectos como gênero, idade, cor, escolaridade, região de moradia, setor de atividade e renda per capita familiar.

Redação Nossa Metrópole

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