sábado, 02 maio 2026

Com crescimento de 106% no primeiro trimestre, Braskem tem lucro recorde

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A petroquímica baiana Braskem, principal âncora da atividade petroquímica no Polo Industrial de Camaçari, fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 106% no resultado operacional (Ebitda), ante o mesmo período de 2015 – alcançando o valor recorde para companhia de R$ 3,1 bilhões.

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O número é consequência do maior volume de exportações de resinas termoplásticas, da melhoria do desempenho das operações da empresa no Estados Unidos e Europa, do aumento da demanda no mercado norte-americano e de melhores margens de lucro dos produtos petroquímicos básicos no exterior – principalmente EUA. Tudo isso somado à desvalorização do real frente ao dólar. A soma desses fatores se traduziu em um lucro líquido (já descontados os impostos) de R$ 747 milhões no período, uma receita de R$ 12,2 bilhões (crescimento de 19%) e a menor alavancagem – que é a relação entre dívida líquida por Ebitda – em dez anos (1,72x).

 

No lado doméstico, o balanço apresentado ontem pelo novo presidente da companhia, Fernando Musa – cuja substituição a Carlos Fadigas foi aprovada pelo Conselho de Administração na noite da quarta – mostra um avanço do resultado operacional da ordem de 61% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, somando R$ 2,16 bilhões. Mais uma vez, o resultado é fruto da estratégia de internacionalização da empresa, já que foi registrado um aumento de 70% nas exportações de resinas produzidas pela Braskem no país.

Segundo Musa, a demanda pelos produtos da Braskem no mercado nacional caiu 18% na comparação entre os três primeiros meses de 2016 e 2015. Segundo análise da empresa, esse percentual tende a diminuir até final do ano, fechando em uma redução de 7% em relação ao ano de 2015, que já registrou queda da demanda de 7%. “Ainda assim é uma queda importante”, falou Musa.

Segundo o presidente da Braskem, a diminuição da demanda brasileira no primeiro trimestre do ano foi acentuada pela base de comparação, já que no primeiro trimestre de 2015 o mercado teve forte aquecimento, uma vez que os clientes anteciparam suas compras prevendo aumento de preços dos produtos causados pela alta do dólar.

Devido às dificuldades econômicas enfrentadas no mercado brasileiro, as centrais de matérias-primas da companhia operaram 89% de sua capacidade. Já as plantas nos EUA e Europa trabalharam a plena capacidade. No final de março, a Braskem iniciou a produção nas plantas do México. Essa produção – fruto de um investimento de US$ 5,2 bilhões e de parceria com a mexicana Idesa – visa atender prioritariamente aos mercados mexicano, norte-americano, europeu e sul-americano. Ainda de olho nas oportunidades abertas no mercado global, Musa reafirmou o foco da empresa em garantir a exportação da produção brasileira não aproveitada no mercado interno.

Investimento
Para 2016, a Braskem, de acordo com o presidente da companhia, vai manter os investimentos já anunciados, que somam R$ 3,7 bilhões, entre projetos operacionais e estratégicos. Entre eles, Musa destacou o de R$ 380 milhões na planta de Camaçari, para permitir que a unidade tenha flexibilidade no uso de matérias-primas, nafta ou eteno. A empresa espera com isso reduzir custos, podendo optar pelo insumo mais barato em cada momento do mercado.

Pedro Freitas, vice-presidente de Finanças e Relações com os Investidores, que também participou da apresentação do balanço trimestral, disse que, atualmente, com a queda no preço do petróleo, os custos das duas matérias-primas estão próximos, mas o gás ainda é mais vantajoso por causa da exploração do gás de xisto nos EUA.

O eteno a ser utilizado pela Braskem na Bahia será importado dos EUA. O início das obras para a flexibilização da planta deve se dar em outubro, quando haverá uma parada de manutenção programada. Faz parte dessa aplicação, também, a construção de um terminal portuário em Aratu para integrar a logística de importação do insumo. Outros investimentos mencionados estão localizados no México (R$ 1,3 bilhão), para garantir o início de produção das novas plantas, e na unidade de Utec (resina de alto valor agregado patenteada pela Braskem) nos Estados Unidos.

Fonte: Correio

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