quinta-feira, 14 maio 2026

Em visita a memorial do Holocausto, Bolsonaro diz que passado não pode ser esquecido

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‘Aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro’, afirmou o presidente brasileiro, que também depositou coroa de flores, fez um minuto de silêncio e uma oração em homenagem aos seis milhões de judeus mortos pelo nazismo. JERUSALÉM – “Aquele que esquece seu passado está condenado a não ter futuro”. Foi com esta frase, que disse ser de autoria própria – mas que parece variação do original “Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”, do filósofo e ensaísta espanhol George Santayana -, que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, marcou sua passagem durante visita a Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, em Jerusalém.

Bolsonaro diante da Chama Eterna, onde há o nome dos principais campos de extermínio de judeus durante o Holocausto (Foto: EFE/ Abir Sultan)

O museu é um local de tributo aos seis milhões de judeus mortos pelos nazistas durante o Holocausto. No local, ele também citou uma passagem da bíblia e disse estar tocado.

Bolsonaro fez o curto pronunciamento após assinar o livro de visitantes. Antes, ele participou de uma cerimônia no Hall da Memória, que contou com o coro infantil Ankor. O presidente acionou a alavanca que ativa a Chama Eterna e, em seguida, bateu continência.
No chão, há o nome dos principais campos de extermínio. Bolsonaro também depositou uma coroa de flores no local e fez um minuto de silêncio. Ao final, houve uma oração.

A visita de Bolsonaro ao centro de memória também movimentou o Twitter. A repercussão se deu, no entanto, não pela visita em si, mas pela publicação recente do chanceler Ernesto Araújo de que o nazismo “foi um movimento de esquerda”.

O escrito do chanceler vai de encontro ao próprio museu visitado por Bolsonaro, que diz em seu site que o Partido Nazista da Alemanha era um entre vários “grupos radicais de direita”. Além do museu, a instituição também abriga um centro de pesquisas sobre o nazismo.

A publicação de um vídeo da visita de Bolsonaro ao museu ascendeu a discussão entre críticos e apoiadores do governo, bem como a discussão sobre o nazismo estar à esquerda ou à direita no espectro político. A movimentação tornou Holocausto uma das expressões mais citadas no Twitter do Brasil.

Fonte: Estadão

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