Um câncer considerado raro e pouco falado já mudou a vida de quase 700 soteropolitanos. A doença atinge principalmente pessoas com mais de 60 anos e os seus sintomas, por vezes, podem ser confundidos com a “velhice”.
Estamos falando do mieloma múltiplo um câncer que afeta os plasmócitos, células produzidas pela medula óssea, responsáveis pela produção de anticorpos que progride rapidamente e costuma apresentar recaídas ao longo da vida.
Uma pessoa diagnosticada com o mieloma múltiplo tem chance de sobrevida de mais ou menos 5 anos, e a depender do tratamento ultrapassam essa estatística.
Isso é o que confirma o médico hematologista, Edvan Crusoé, especialista no tratamento da doença. Apesar do mieloma múltiplo ser considerado incurável, o tempo de prevalência dos pacientes tem aumentado no Brasil.
“No ponto de vista geral, nós temos uma incidência, que são os casos novos, que beira o que os dados internacionais trazem que são de cinco a sete pacientes por ano a cada 100 mil habitantes. A prevalência, [isto é], o tempo de sobrevida dos pacientes, tem aumentando porque os pacientes tem ficado cada vez mais vivo. O que é uma coisa muito boa”.
À convite da Johnson & Johnson, o A TARDE esteve em São Paulo nos dias 22 a 24 deste mês para acompanhar as novidades no tratamento do Mieloma Múltiplo, que foi debatido na primeira edição do Joint Educational Program on Multiple Myeloma (Programa Educacional Conjunto sobre Mieloma Múltiplo).
A Bahia como pioneira no tratamento do mieloma múltiplo
E é na Bahia que o tratamento contra a patologia ganha um pioneirismo. Isso porque, é em Salvador, que está situado o primeiro centro exclusivo e multidisciplinar do país para o tratamento do mieloma múltiplo.
Onde tratar o mieloma múltiplo pelo SUS e rede privada em Salvador
Os centros especializados para a doença na capital baiana, são eles:
- Hospital das Clínicas, hospital universitário da Universidade Federal da Bahia (UFBA): localizado no bairro do Canela – que atende a rede do Sistema Único de Saúde (SUS);
- Hospital São Rafael: localizado no bairro que leva o mesmo nome da unidade de saúde – que atende a rede privada.
Avanço no transplante de médula óssea
Ao longo dos anos, o transplante autólogo de medula óssea, realizado pelas pessoas que tem a doença, foi se expandido nas redes de saúde do estado, e hoje, já é feito nas seguintes unidades:
- Hospital Santa Isabel: localizado no bairro de Nazaré;
- Hospital da Bahia: localizado no bairro da Pituba;
- Hospital Aristides Maltez (HAM): localizado no bairro de Brotas;
- Centro de Saúde de Feira de Santana;
- Centro de Saúde Paulo Afonso.
Quem acompanha o mieloma múltiplo de perto na Bahia
Na cidade, a doença vem sendo acompanhada de perto pelo médico hematologista, Edvan Crusoé. Em conversa com o portal A TARDE, ele trouxe os dados do mieloma múltiplo na cidade.
“Na centro universitário [UFBA], gira em torno de 450 casos, e no sistema privado, onde eu trabalho, a gente deve ter em torno de 250 pacientes. Mas, essa é uma fração. No ponto de vista geral, calculando pela população é a prevalência de 10 a 15 casos por ano para 100 mil habitantes”, disse Crusoé ao A TARDE.
A TARDE

