terça-feira, 26 maio 2026

Pacientes com câncer podem receber até R$ 6.000 mensais do governo

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O Ministério da Saúde anunciou nesta semana um novo auxílio financeiro para pacientes com câncer que precisam se deslocar para realizar tratamentos de radioterapia em outras cidades.

O benefício, que faz parte de uma série de medidas voltadas à ampliação do atendimento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS), cobre gastos com transporte, alimentação e hospedagem.

De acordo com o governo federal, cada paciente e seu acompanhante terão direito a R$ 150 para alimentação e hospedagem, além de R$ 150 por trajeto. Na prática, se o tratamento exigir deslocamentos cinco vezes por semana, o apoio pode representar até R$ 6 mil por mês.

“Esse benefício representa um alívio no custo das famílias, reduz barreiras geográficas, diminui o abandono e os atrasos no tratamento e garante melhores condições de acesso para pacientes que vivem em regiões rurais”, afirmou o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Salles.

Segundo o Ministério da Saúde, quase 40% dos pacientes do SUS precisam buscar tratamento fora da sua cidade de origem, o que gera altos custos e, muitas vezes, leva à interrupção das terapias por falta de condições financeiras.

SUS passa a custear integralmente medicamentos oncológicos

Além do auxílio para transporte e hospedagem, o governo anunciou que o SUS passará a financiar 100% dos medicamentos contra o câncer, ampliando a cobertura que antes dependia parcialmente dos estados e municípios. A mudança visa agilizar o repasse de recursos e garantir mais equidade no tratamento oncológico em todo o país.

Recursos extras para hospitais que atendem mais pacientes

A pasta também anunciou uma nova forma de repasse financeiro para hospitais e clínicas que realizam tratamentos de câncer pelo SUS. A partir de agora, unidades com maior produtividade receberão bônus por desempenho.

O incentivo será feito por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), e prevê:

  • 10% a mais por procedimento para unidades que atendem entre 40 e 50 novos pacientes por acelerador linear;
  • 20% a mais entre 50 e 60 novos pacientes;
  • 30% de acréscimo para aquelas que superarem 60 novos pacientes atendidos.

Segundo o Ministério da Saúde, a medida busca premiar a eficiência e ampliar a capacidade de atendimento, especialmente nas regiões onde há longas filas e menor oferta de radioterapia.

Medida amplia acesso e reduz desigualdades

As novas iniciativas fazem parte de uma estratégia do governo federal para melhorar o atendimento oncológico e reduzir desigualdades regionais no SUS. O objetivo é garantir que pacientes em situação vulnerável tenham condições dignas de concluir o tratamento sem precisar escolher entre a saúde e os custos de deslocamento.

“É uma forma de acolher quem mais precisa e evitar que o tratamento seja interrompido por falta de recursos”, destacou Mozart Salles.

 

A TARDE

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