A Polícia Civil do Tocantins prendeu preventivamente o pai e a madrasta de um menino de 3 anos suspeitos de participação na morte da criança, em um caso que tem causado grande comoção no estado. O crime ocorreu em Palmas e está sendo investigado pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com as investigações, o menino foi encontrado morto na residência onde passava o fim de semana com o pai. Inicialmente, o homem afirmou que a criança havia se afogado na piscina da casa. No entanto, os laudos periciais descartaram a hipótese de afogamento e apontaram que a vítima apresentava diversas lesões compatíveis com agressões repetidas e atos de tortura.
Em um primeiro momento, um atestado de óbito mencionava lesões na região intestinal e fazia referência à violência sexual. Posteriormente, o delegado responsável pelo caso esclareceu que, até o momento, os exames não identificaram indícios de abuso sexual por meio de relação entre pai e filho. Segundo a investigação, as lesões são compatíveis com um contexto de agressões extremas e tortura.
O pai, que é advogado, e a madrasta foram presos preventivamente por determinação da Justiça. Eles são investigados pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. Em relação à madrasta, a Polícia Civil apura se ela também teve participação por não impedir as agressões, já que era responsável pelos cuidados da criança enquanto ela estava na residência. Ambos negam envolvimento no crime.
Redação Nossa Metrópole

