terça-feira, 09 jun 2026

Paris 2024: A baiana Bia Ferreira recebe a medalha de bronze do boxe

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A Bia Ferreira recebeu nesta terça-feira (6) a medalha de bronze do boxe.

O que são três dias para quem esperou três anos para buscar uma nova medalha olímpica? Bia Ferreira perdeu a semifinal no sábado (3) para a irlandesa Kellie Harrington, mas garantiu o bronze porque no boxe olímpico não há disputa pelo terceiro lugar. A premiação aconteceu só nesta terça-feira (6), depois da final da categoria dela, até 60 kg. Kellie venceu a chinesa Wenlu Yang e se tornou bicampeã olímpica.

Prata em Tóquio e bronze em Paris, Bia Ferreira é, até hoje, a única atleta do boxe brasileiro a conquistar duas medalhas em Jogos Olímpicos. Mas essa marca histórica também veio com uma despedida. Bia Ferreira agora vai se dedicar apenas ao boxe profissional, no qual ela já é campeã mundial, e não tentará mais um pódio em Los Angeles 2028.

“Eu tenho duas medalhas olímpicas. É para poucos. Eu sou a primeira na verdade. Então, eu tenho que estar feliz mesmo. Foi muito sacrifício, foi muito choro, muita insistência, e eu consegui”, diz Bia Ferreira, medalha de bronze no boxe em Paris.

Mas nesta terça-feira (6), a quadra central de Roland Garros, acostumada aos ídolos do tênis, vibrou com a argelina Imane Khelif. Ela foi proibida de participar do último mundial. A Associação Internacional de Boxe reprovou a atleta em um teste de gênero, mas o Comitê Olímpico Internacional não reconhece o teste, e ela está apta a competir nas Olimpíadas entre as mulheres.

Imane venceu a tailandesa Janjaem Suwannapheng e vai disputar o ouro na categoria até 66 kg. Depois da luta, ela falou que ficou surpresa com a arena tão lotada e que espera alegrar ainda mais os argelinos.

Alegria que também estampa o rosto de Bia Ferreira. Afinal, não dá para ser triste com duas medalhas olímpicas nas mãos.

G1

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