O Brasil atingiu um marco inédito em 2022 na área ambiental: o país reciclou a mesma quantidade de latinhas de alumínio que produziu.
Uma cooperativa em Belo Horizonte recebe de tudo: garrafas pet, plástico, papelão, vidro e latinhas de alumínio. O catador de materiais recicláveis Lucas Santos Vieira começou a trabalhar lá na semana passada. Está ganhando mais do que no ferro velho, seu antigo emprego.
“Deve ser uns R$ 200, R$ 300 a mais do que eu tirava lá. Se for parar para olhar, é um serviço até bom demais também, que não é pesado”, diz.
Tem muita gente que não sabe o valor desse material e faz o descarte sem consciência. Mas as latinhas são valiosas. Na cooperativa, elas trazem mais renda para dez famílias. Em média, 1,8 mil kg de latinhas são reciclados por mês.
Segundo a Associação Nacional dos Catadores, são mais de 1 milhão de homens e mulheres trabalhando na função. Mas o desafio do setor ainda é grande. Nem tudo que é descartado é reaproveitado.
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais diz que o país só aproveita 4% dos materiais que poderiam ser reciclados.
“A gente tem este desafio: estruturar melhor a gestão de resíduos sólidos urbanos com as empresas que são responsáveis pela geração dos resíduos, que criam os produtos e o pós-consumo – as latinhas, as garrafas e tudo mais -, atuando mais em apoio da reciclagem, com a parceria com o poder público e com a presença dos catadores e catadoras”, afirma Armindo Teodosio, pós-doutor em Ciências Ambientais.
Fonte: G1/JN


