terça-feira, 26 maio 2026

Prévia da inflação fica em 0,35% em maio, a maior desde 2016, aponta IBGE

- Publicidade -

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,35% em maio. Foi a maior para o mês desde 2016, quando ficou em 0,86%, aponta levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice perdeu força em relação a abril, quando ficou em 0,72%. No entanto, acelerou no indicador acumulado no ano (de 1,91% para 2,27%) e no acumulado em 12 meses (de 4,71% para 4,93%), que ficou acima do centro da meta estabelecida pelo governo.

Remédio e gasolina
De acordo com o IBGE, a alta da inflação em maio foi puxada, principalmente, pelo aumento dos preços da gasolina (3,29%), que exerceu o maior impacto individual sobre o indicador, e dos remédios (2,03%).

Dos nove grupos de produtos pesquisados, Saúde e cuidados pessoais e Transportes foram os que tiveram as maiores altas, respectivamente de 1,01% e 0,65%, ambos com impacto de 0,12 pontos percentuais sobre o índice geral.

No grupo de Saúde e cuidados pessoais, tiveram alta os planos de saúde (0,80%) e os artigos de higiene pessoal (0,62%), que também provocaram impacto relevante.

Já o grupo dos Transportes sofreu pressão também do etanol (4%). Em contrapartida, a queda nos preços das passagens aéreas (-21,78%) ajudaram a conter o índice.

Alimentação estável
Depois de registrar alta de 0,92% em abril, o grupo de Alimentação e bebidas ficou estável em maio. Segundo o IBGE, embora a alimentação fora do domicílio tenha subido 0,48%, a alimentação no domicílio recuou 0,26%.

As quedas mais notáveis foram do feijão-carioca (-11,55%), das frutas (-3,08%) e das carnes (-0,52%) e os principais alimentos em alta foram o tomate (13,08%) e a batata-inglesa (4,12%).

O grupo de alimentação e bebidas é o que tem maior peso no índice da inflação. Ele responde por cerca de 25% das despesas das famílias no Brasil.

Veja as variações dos 9 grupos pesquisados:

Alimentação e bebidas: 0
Habitação: 0,55%
Artigos de residência: -036%
Vestuário: 0,38%
Transportes: 0,65%
Saúde e cuidados pessoais: 1,01%
Despesas pessoais: 0,16%
Educação: 0
Comunicação: -0,04%
Deflação no Rio de Janeiro
Das 11 regiões pesquisadas pelo IBGE, oito registraram desaceleração do IPCA-15 em relação ao mês anterior. O menor índice foi observado no Rio de Janeiro (-0,06%), única região que registrou deflação em maio, puxada pelas quedas nas passagens aéreas (-25,43%), na refeição fora de casa (-1,57%) e nas frutas (-6,38%).

Já o maior resultado foi em Goiânia (1,10%), onde, além da alta nos preços da gasolina (9,85%) e do etanol (16,45%), houve também reajuste de 7,50% na tarifa de ônibus urbano (6,25%), vigente desde 19 de abril.

Veja os índices de cada região pesquisada:

Goiânia: 1,1%
Belém: 0,56%
Fortaleza: 0,51%
Recife: 0,49%
Belo Horizonte: 0,46%
São Paulo: 0,35%
Porto Alegre: 0,33%
Curitiba: 0,32%
Salvador: 0,31%
Brasília: 0,11%
Rio de Janeiro: -0,06%
Perspectivas e meta de inflação
A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que está estacionada desde março do ano passado na mínima histórica de 6,5%.

Os analistas das instituições financeiras projetam uma inflação abaixo do centro da meta do governo, mas, nesta semana, elevaram a estimativa de 4,04% para 4,07% em 2019, conforme mostrou o último Boletim Focus. Para 2020, eles mantiveram a expectativa em 4%.

Educação Financeira: entenda o sistema de metas da inflação

Metodologia
Para o cálculo do IPCA-15, foram coletados preços no período entre 13 de abril e 15 de maio, e comparados com aqueles vigentes entre 16 de março e 12 de abril. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, considerado a inflação oficial do país. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Fonte: G1

Compartilhar:

Destaques

Mais Notícias
Notícias

Taxa do medo: comerciantes denunciam cobrança ilegal de até R$ 400 por semana

Nem aluguel, nem imposto: o valor exigido pelo tráfico...

Fiscalização encontra problemas sanitários em canteiro da BYD em Camaçari

Banheiros químicos em condições precárias, alimentação transportada sem refrigeração,...

Antes de morrer, Gabriel Ganley já havia relato mal-estar e ‘confusão mental’ após uso de insulina

A investigação sobre a morte do fisiculturista e influenciador digital...