segunda-feira, 25 maio 2026

Primeiro tetraplégico a testar polilaminina posta vídeo treinando na academia: ‘Sou prova que funciona’

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O bancário Bruno Drummond, de 31 anos, o primeiro paciente tetraplégico a receber o tratamento experimental com polilaminina, tem compartilhado em suas redes sociais diversos vídeos mostrando sua rotina na academia. Nas gravações, ele realiza treinos completos de peito, tríceps e ombro, incluindo supino reto com halteres de 20 kg, mostrando que voltou aos exercícios e recupera gradualmente sua força e mobilidade.

O caminho de Bruno começou em abril de 2018, quando sofreu um grave acidente de carro que resultou em fratura cervical e tetraplegia, deixando-o sem movimento do pescoço para baixo. Ele participou de um estudo experimental com polilaminina, proteína desenvolvida a partir da laminina humana pelo Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da UFRJ. A substância, aplicada durante a cirurgia no local da lesão, age como um “andaime biológico”, auxiliando na reconexão de neurônios.

A Anvisa autorizou em janeiro de 2026 o início dos testes clínicos em humanos, e Bruno foi um dos primeiros pacientes a receber a polilaminina de forma experimental. Em entrevista ao CBN Rio ainda em janeiro, ele relatou a recuperação quase completa: “Eu fui um paciente, eu sou uma prova viva de que isso funciona. Em menos de um ano e meio recuperei praticamente tudo que tinha antes do acidente. Fiquei com algumas sequelas, mas hoje sou 100% independente. Consigo trabalhar, dirigir, cozinhar e fazer atividades físicas.”

Bruno destacou que percebeu diferenças claras em relação a outros tetraplégicos que não receberam a substância: movimentos que outros pacientes demoravam anos para recuperar, ele conseguiu em menos de um mês. “A evolução foi muito mais rápida. É uma substância muito promissora e estou feliz com o avanço do estudo no Brasil”, disse.

Nos vídeos, ele mostra o progresso físico: apesar de ainda usar cargas moderadas, Bruno demonstra confiança e expectativa de evoluir rapidamente nos próximos meses, treinando peito, tríceps e ombro, incluindo supino com 20 kg, e mostrando que voltou a se movimentar com autonomia.

O estudo clínico segue em fase inicial e aceita pacientes com lesões agudas completas da medula torácica entre T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas. Pesquisadores afirmam que, caso os próximos testes sejam positivos, a liberação do medicamento para uso mais amplo pode ocorrer em até três anos.

CORREIO DA BAHIA

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