As férias escolares estão acabando e faltam poucos dias para o início das aulas na maioria das escolas, em outras, o ano letivo já iniciou. Nessa época do ano, uma atenção que os pais devem ter é com o peso que será colocado nas mochilas dos filhos.
Segundo a coordenadora do curso de Fisioterapia do Centro Universitário Estácio da Bahia, Daniella Gomes, o peso e o tipo de mochila utilizado por crianças e adolescentes podem originar sérios problemas de postura, por possuírem ação direta na coluna vertebral, gerando uma lesão por sobrecarga devido ao seu uso contínuo. “Um dos acometimentos mais comuns é a hipercifose, conhecido popularmente como corcunda. A criança curva os ombros para frente para equilibrar o peso da mochila e o seu peso corpóreo acentuando a hipercifose”, destaca Daniella.
A professora informa que na mochila não deve ser carregado mais do que 10% do peso corporal. Então, por exemplo, uma criança que possui 40 quilos não deve carregar mais que 4 kg nas costas.
Além do peso, Daniella ressalta que devem ser tomados cuidados também na hora da escolha da mochila e na forma de uso. “Quando escolher as mochilas, observe se elas possuem alças largas e acolchoadas, pois elas distribuem melhor o peso por atenderem uma área maior dos ombros e minimizam a sobrecarga sobre os mesmos”, explica.
Na opinião da especialista, mochila deve ser posicionada de forma que fique centralizada na coluna vertebral com as alças ajustadas simetricamente nos ombros. Desta forma, há uma distribuição adequada do peso, minimizando a necessidade de inclinações para compensações, pois estas geram sobrecarga nos músculos, ossos e articulações, o que potencializa o desenvolvimento de dores e lesões. “O ajuste das alças deve ser feito de acordo com o tamanho da criança, reguladas de forma que a parte inferior da mochila fique na linha da cintura ou um pouco abaixo, mas nunca abaixo da altura dos glúteos”, afirma.
ASCOM Estácio


