Uma pergunta simples abriu caminho para o reencontro: em qual escola você estuda? O menino haitiano de 9 anos estava sozinho em Farroupilha, na Serra Gaúcha, mas não conseguia explicar aos policiais onde morava. Ele fala francês e não se comunicava em português.
A equipe da Brigada Militar percebeu que a barreira do idioma dificultava a conversa. Para tentar entender a criança, os agentes recorreram ao ChatGPT e traduziram perguntas em áudio. A ferramenta serviu como ponte para iniciar o diálogo; uma das respostas apontou a escola onde o garoto estudava.
O uso de áudio faz parte das formas de interação com o chatbot. O Olhar Digital já explicou como enviar mensagens de voz ao ChatGPT. A OpenAI também lançou uma ferramenta dedicada à tradução, o ChatGPT Tradutor.
A pista que levou à casa
Com a informação sobre a escola, os policiais seguiram até a região. No caminho, o menino reconheceu as ruas e passou a indicar a direção. Segundo o g1, conquistar a confiança dele foi uma das partes mais difíceis da abordagem.
“Como ele estava muito assustado, foi bem difícil e demorado conseguir iniciar um diálogo, precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro falar”, contou o soldado Rafael Tondollo.
Quando a viatura se aproximou da residência, o garoto reconheceu o lugar e abriu a porta do veículo antes mesmo de chegar à casa. “Ficou muito feliz ao voltar para casa”, relatou o policial.
Reencontro com a família
Os pais não estavam em casa. Um vizinho conseguiu entrar em contato com o pai, que voltou pouco depois. A família fazia compras em uma frutaria no centro da cidade quando o menino disse que iria ao banheiro e saiu correndo para a rua.
Os responsáveis começaram a procurá-lo e, depois de não encontrá-lo, seguiram a pé para casa. Segundo a Brigada Militar, o garoto foi encontrado a cerca de 1,5 quilômetro do comércio e ficou sozinho por aproximadamente uma hora. Ele não sofreu ferimentos.
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