Recentemente, a cientista Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou os holofotes por causa dos seus estudos com a polilaminina, que podem levar à cura de alguns casos de tetraplegia.
Seu nome começou a circular com ainda mais intensidade devido à polêmica envolvendo a influenciadora Virgínia Fonseca, que foi nomeada por um entrevistado da revista Veja como “indiscutivelmente a mulher mais relevante do país”.
Essa fala gerou uma repercussão nas mídias sociais que levantaram o nome de Tatiana como uma opção mais relevante no cenário nacional.
Pesquisa com a polilaminina
O estudo teve como berço o Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ em 1998 e tinha como objetivo desenvolver um medicamento capaz de tratar lesões medulares e devolver total ou parcialmente o movimento dos membros do paciente.
O principal candidato foi a polilaminina, um composto produzido a partir da placenta humana, que é em parte produzido naturalmente pelo próprio corpo e é utilizado pelo organismo na ligação de neurônios.
A amostragem do experimento com o composto foi de oito pacientes, tanto paraplégicos (paralisados da cintura para baixo) quanto tetraplégicos (paralisados da cintura para cima).
Resultados até o momento
Durante o estudo, o medicamento experimental foi aplicado na área lesionada da medula, com o objetivo de estimular as estruturas nervosas presentes a se conectarem, tal como os neurônios são estimulados naturalmente no organismo.
Nos testes, seis dos pacientes apresentaram melhoras substanciais em suas lesões. Um deles, vítima de tetraplegia, conseguiu atingir a recuperação completa dos seus movimentos.
Em janeiro de 2026, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o começo de estudos clínicos para avaliar a segurança do medicamento, para posterior aplicação comercial.
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