sábado, 04 jul 2026

Ataques com seringadas podem dar até 4 anos de prisão

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A Polícia Civil divulgou um novo balanço nesta quarta-feira, 26, e contabiliza 16 casos de ataque com seringa. A diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), delegada Fernanda Porfírio, informou que o autor ou autores das ocorrências envolvendo seringas poderão cumprir até quatro anos de prisão.

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Segundo a delegada, quem for flagrado agredindo outra pessoa com seringa poderá ser indiciado por três crimes: lesão corporal, com base no artigo 129 do Código Penal (CP), com pena de três meses a um ano de detenção; disseminar doença ou praga, pelo artigo 61 da Lei de Crimes Ambientais, cuja pena de reclusão pode chegar a quatro anos e por causar perigo de contágio de moléstia grave, baseado no artigo 131 do CP, pena de um a quatro anos.

Entre os 16 casos, um ocorreu em Feira de Santana (a 108 Km da capital), o primeiro no interior. As demais ocorrências foram em Salvador (14) e uma em Lauro de Freitas.

Nada de retrato falado

Apesar dos 16 casos, apenas uma das vítimas que registrou ocorrência em delegacias da Polícia Civil se dispôs a comparecer no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para auxiliar na confecção de um retrato falado do suspeito. Porém ela ainda é aguardada no DPT.

A Polícia Civil e a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio do Hospital Geral Couto Maia (HGCM), trabalham em conjunto para coletar o maior número de informações. Uma equipe de investigação foi designada para deslocar-se imediatamente para entrevistar pessoas que procurarem atendimento após serem atacadas com seringa nas ruas da cidade.

Conforme a Polícia Civil, O Depom também está verificando a existência de câmeras de monitoramento nos locais onde foram relatados os ataques. Imagens de duas delas foram analisadas, mas não conseguiram detectar o suspeito nem o se realmente houve ataque com seringa. Quem tiver informações que possam auxiliar a polícia a identificar e capturar o suspeito das ocorrências com seringas pode ligar para o Disque Denúncia (3235-0000) ou para 190. O sigilo é absoluto.

Fonte – A Tarde

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