quarta-feira, 12 ago 2026

Goleiro Bruno processa emissora e pede R$ 4 milhões por danos à imagem relacionados ao caso Eliza Samudio

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O ex-goleiro Bruno Fernandes entrou na Justiça contra a Band e a apresentadora Catia Fonseca e pede uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais e suposta violação de direito de imagem.

Na ação, Bruno afirma que foi alvo de uma sequência de reportagens e conteúdos exibidos pela emissora que, segundo sua defesa, teriam provocado prejuízos à sua imagem e dificultado a conquista de novas oportunidades profissionais.

O processo tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A ação questiona conteúdos publicados pela Band desde 2022, principalmente no programa Melhor da Tarde, relacionados à vida do ex-jogador e ao caso envolvendo a morte de Eliza Samudio.

Bruno também questiona declarações de Catia Fonseca

Na ação, a defesa de Bruno cita declarações feitas por Catia Fonseca durante o programa. Em um dos episódios mencionados, a apresentadora fez críticas ao ex-goleiro ao comentar a relação dele com o filho que teve com Eliza.

Para a defesa, as declarações e reportagens teriam ultrapassado os limites da cobertura jornalística e contribuído para a exposição negativa do ex-jogador.

Além da indenização, Bruno também pediu à Justiça que a Band fosse impedida de continuar exibindo conteúdos relacionados ao caso e de fazer novas menções a ele no Melhor da Tarde.

Justiça nega pedido para retirar conteúdos

O pedido para impedir novas publicações, no entanto, foi negado pela juíza Juliana Gonçalves Figueira.

Na decisão, a magistrada destacou a necessidade de preservar a liberdade de expressão, ressalvando situações em que haja conteúdo evidentemente falso ou criminoso. A juíza também entendeu que não havia elementos suficientes para determinar a retirada das publicações.

Outro ponto considerado foi o fato de Bruno ser uma pessoa pública e de o processo criminal relacionado à morte de Eliza Samudio ter tido grande repercussão nacional.

Segundo a decisão, o simples fato de acontecimentos relacionados ao caso voltarem a ser noticiados não caracteriza, por si só, uma prática ilegal.

O pedido de indenização de R$ 4 milhões ainda não foi definitivamente julgado.

Band e apresentadora não comentam processo

Procuradas, a Band e Catia Fonseca informaram que não comentam processos judiciais em andamento.

Segundo o veículo responsável pela divulgação das informações, a defesa de Bruno não respondeu aos contatos realizados.

O caso voltou a ser abordado pela Band neste ano, inclusive em conteúdos relacionados à relação do ex-goleiro com o filho. Atualmente, o Melhor da Tarde é apresentado por Leo Dias, Chris Flores e Thiago Pasqualotto.

Condenação pela morte de Eliza Samudio

Bruno foi condenado em 2013 pelo Tribunal do Júri de Contagem, em Minas Gerais, a 22 anos e 3 meses de prisão pelo envolvimento na morte de Eliza Samudio.

A condenação incluiu homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho, além de ocultação de cadáver.

O crime ocorreu em 2010. Segundo as investigações e a condenação, Eliza foi levada para Minas Gerais sob a promessa de que resolveria uma questão relacionada à paternidade. Ela estava com o filho recém-nascido quando foi mantida em cárcere privado em um sítio ligado ao ex-goleiro.

As investigações apontaram ainda que Eliza foi posteriormente levada para a residência de Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como executor do homicídio. O corpo da modelo nunca foi localizado.

Bruno chegou a cumprir parte da pena em liberdade, mas voltou a ser preso em maio deste ano após descumprir medidas cautelares. Conforme informações apresentadas no processo, ele teria desrespeitado o recolhimento noturno e viajado ao Acre para disputar partidas de futebol profissional.

O processo movido contra a Band e Catia Fonseca continua em tramitação, e ainda não há decisão definitiva sobre o pedido de indenização de R$ 4 milhões.

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