De portas fechadas desde 23 de março, o comércio de Camaçari vai sofrer mais 15 dias com atividades interrompidas. Hoje, 13 de maio de 2020, a cidade completa 52 dias com as atividades comerciais paralisadas, por meio de decreto municipal. A decisão está ligada a medidas preventivas contra o avanço da Covid-19 no município.
Por meio do DECRETO Nº 7348/2020, o prefeito Elinaldo Araújo, considera que as medidas de isolamento vêm apresentando bons resultados no município, apesar de não resultar o completo esvaziamento do processo de disseminação do COVID-19. Por isso, o comércio considerado não essencial deve permanecer de portas fechadas até 27 de maio.
O novo documento, além de ratificar todas as medidas apresentadas pelo Decreto de número 7.340 de 29 de abril 2020, traz adendos que reforçam a necessidade de cuidados sanitários e atitudes preventivas, ampliando, por exemplo, os ambientes onde se deve utilizar as máscaras faciais, ao incluir o termo “logradouros” no caput do artigo 2°- A. Assim, também torna obrigatório o uso de máscara nas ruas, e não apenas em repartições públicas, estabelecimentos diversos e veículos de transporte coletivo ou privado.
Consta, entre as novidades, alteração do artigo 10, que torna mais abrangente a restrição de funcionamento de estabelecimentos ao especificar que: “Fica prorrogada a suspensão do funcionamento do Comercio Local, inclusive nos Shopping Centers, Restaurantes, Bares, Centros Comerciais e demais estabelecimentos correlatos, bem assim das demais atividades profissionais que importem em circulação e aglomeração de pessoas”.
Neste mesmo artigo, foi promovido um adendo com o intuito de esclarecer dúvidas relacionadas ao funcionamento de escritórios de contabilidade, advocacia, consultórios odontológicos, ótica, entre outros.
O decreto tem causado grandes preocupações ao comerciante local. Um dos líderes de um movimento composto com cerca de 300 empreendedores, o Move Camaçari, o advogado Caio Rocha disse: “A prefeitura de Camaçari, apesar de toda a negociação ocorrida nos últimos dias, da apresentação de inúmeras medidas alternativas para abertura do comércio local e ao contrário do que está sendo feito nas cidades vizinhas como Salvador, Dias D’Avila, Feira de Santana, manteve o fechamento do comércio local, por mais 15 dias, exceto para as atividades tidas como essenciais, fazendo com que as empresas instaladas neste município não vislumbrem solução senão encerrar suas atividades e demitir os funcionários que dependem delas para viver”, e ainda completa: “o questionamento que não se cala nesse período é: qual a justificativa para manter o comércio local fechado, enquanto outras cidades já começam a flexibilizar, sendo, ainda, que não está ocorrendo um aumento vertiginoso de casos no município“, concluiu.
Redação Nossa Metrópole

