O SBT lançou “A Copa que o Brasil quer ver” para anunciar o retorno à transmissão após 28 anos, com Galvão Bueno e Tiago Leifert como pilares e parceria com a N Sports para 32 jogos. O SBT está alugando capital simbólico que ele mesmo nunca construiu.
Galvão Bueno virou sinônimo de Copa do Mundo brasileira em quatro décadas na Globo, e essa associação pertence ao formato que o consagrou. O SBT pega esse capital pronto e o transplanta para a própria grade, comprando em contrato o que levaria décadas para construir. Leifert entra como ponte com a audiência mais jovem.
Quando uma marca volta a um território depois de muito tempo fora, o caminho mais rápido é alugar autoridade de quem já a tem. Construir narrador novo levaria anos, e Copa não espera. O ativo da transmissão não é o sinal técnico, é a voz que o público associa ao gol.

