O corpo do médico Luiz Carlos Correia Oliveira, 62 anos, foi encontrado no último dia 14 em um matagal da Via Parafuso, em Camaçari. Um exame do Departamento de Polícia Técnica (DPT) na arcada dentária confirmou nesta terça (25) que se trata realmente do médico, desaparecido desde 2 de outubro. O corpo estava em estado adiantado de esqueletização, que é mais avançado que o de decomposição.

O Departamento de Antropologia Forense ainda está fazendo outros laudos para revelar a causa da morte do médico. De acordo com o diretor do Instituto Médico Legal (IML), o perito médico Mário Câmara, a identificação via arcada dentária é tão segura quanto a de DNA ou pelas digitais.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).
Gil Freire, diretor do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), lamentou a morte. “Logo no início do desaparecimento, fomos procurados pelos colegas de turma dele, que pediram que o sindicato tentasse ajudar a esclarecer ou confortar a família. Fizemos um ato ecumênico para a família e nos colocamos à disposição para ajudar com assessoria jurídica, criminalística, que poderia acompanhar as investigações. Fizemos contatos com colegas legistas, também no sentido de tentar facilitar a identificação de qualquer corpo que chegasse de desconhecido”, diz. “É lamentar a morte de um colega”. Segundo Freire, “seguimos à disposição da família”.
Luiz Carlos era auditor do trabalho. Amigos e colegas de trabalho fizeram um ato no último dia 19 em frente à Superintendência Regional do Trabalho, no centro da cidade, cobrando agilidade nas investigações.
Fonte: Correio

